terça-feira, 10 de abril de 2007

POR QUE AS MULHERES SÃO TÃO CHATAS NO AMOR

* escritora gaúcha Lya Luft

Neste artigo escrito especialmente para CLAUDIA, a escritora Lya Luft convoca as mulheres a tratar melhor os homens. Isso mesmo. A ser mais cúmplices e menos cobradoras. Antes de protestar, avalie com calma os argumentos dela e os depoimentos de três mulheres que reconhecem infernizar a vida do marido aqui e ali...


por Lya Luft

No começo diziam que eu escrevia mais para mulheres (o que é bobagem) e que minhas personagens femininas são mais fortes do que os homens (idem). Rótulos são imprecisos e empobrecedores, mas o que se há de fazer. Depois de Rio do Meio, de 1976, passaram a dizer que eu defendia demais os homens. Na verdade nunca defendi nem me pediram que fizesse isso. Eu apenas devo ter do masculino uma visão mais positiva do que, parece, boa parte das mulheres. Tive um pai amigo, que desde criança me ensinou a cuidar da minha dignidade, e dois companheiros que me respeitaram como ser humano, empurrando-me para a frente e para cima. No Rio, escrevi entre outras coisas que também os homens sofrem de solidão - na medida da solidão (ou da infantilidade) de suas mulheres; que também querem ser amados, ouvidos, olhados, não só criticados e cobrados. Em palestras afirmo (para horror de muitas) que nós, mulheres, também sabemos ser muito chatas. Insatisfeitas, cobradoras, ásperas ou lamuriosas, frívolas e agitadas: nem sempre companheiras, poucas vezes cúmplices. Está certo que andamos sobrecarregadas nesses tempos modernos, vacilando entre competência e beleza (ah, os modelos absurdos e impossíveis que permitimos que nos implantem nas belas cabeças...), correndo entre filhos e patrão, cartão de crédito ou momentinho de ócio escutando aquela música ou vendo aquele vídeo no sofá da sala em plena tarde. Sem que ninguém nos chame com aquela voz grossa e fatigada: Ô, mãããe. Sem o fantasma de mãe, tias ou avós, de mão na cintura, na soleira da porta da nossa culpa ancestral nos criticando: "Mas como! A essa hora aí atirada sem fazer nada?" Repito que sabemos ser chatas, implicantes, desassossegadas, indiscretas e críticas. E deixamos sozinho o nosso homem, que bem ou mal é o que está do nosso lado. Pois, se for ruim demais, por que ainda estamos com ele? Filho pequeno não é desculpa para alguma grave omissão quanto à vida pessoal ou carreira: mãe sombria ou patética não ajuda filho nenhum a crescer com esperança e otimismo, necessários para não se tornar um revoltado ou apático monstrinho.Um amigo meu, tendo sido muito rico, estava falido, e sua dor maior era ter de participar à mulher que ela não podia mais assinar um chequezinho: todos sem fundos. Depois desse desabafo dele, pensei no que teria sido sua vida a dois, ela tratada como mais uma criança em casa, ignorando a trajetória, possivelmente as vitórias e derrotas, medos e solidão do seu marido. Não são só as mulheres que precisam falar e ser ouvidas: na sua linguagem e no seu ritmo, que não são os nossos, se pudessem abrir o coração (o que raramente fazem) muitos homens se queixariam de que ninguém os escuta em casa. A mulher grudada nos filhos ou na televisão, no telefone com a amiga; os filhos na rua, ou fechados no quarto; e com os amigos do bar ou do escritório, os homens falam de futebol, mulher, carro, raramente de si mesmos e de sua humanidade. Assim inventei há pouco tempo o que seria um lamento dos homens desejando que a mulher, amante ou namorada os acolhesse melhor: Que quando chego do trabalho ela largue por um instante o que estiver fazendo - filho, panela ou computador - e venha me dar um beijo como os de antigamente. Que, mesmo com o passar do tempo, os trabalhos, os sofrimentos e o peso do cotidiano, ela não perca o jeito que me encantou quando a vi pela primeira vez. Que se estou cansado demais para fazer amor ela não ironize nem diga que "até que durou muito" o meu desejo ou potência. Que quando quero fazer amor ela não se recuse demasiadas vezes nem fique impaciente ou rígida, mas cálida como foi anos atrás. Que ela não me humilhe porque estou ficando calvo ou barrigudo nem comente nossa intimidade com as amigas, como tantas mulheres fazem. Que jamais se permita comentar diante de outros, nem de brincadeira, seja positiva ou negativa, o meu desempenho sexual.Que não tire nosso bebê dos meus braços dizendo que homem não tem jeito pra isso ou que não sei segurar a cabecinha dele, mas me ensine o que eu não souber. Que ela nunca se interponha entre mim e as crianças, mas sirva de ponte entre nós quando me distancio ou distraio demais. Que quando preciso ficar um pouco quieto ela não insista o tempo todo para que eu fale ou a escute, como se silêncio fosse sinal de falta de amor. Que quando estou com pouco dinheiro ela não me acuse de ter desperdiçado com bobagens em lugar de prover para minha família. Que quando estou trabalhando ela não telefone a toda hora para cobrar alguma coisa que esqueci de fazer ou não tive tempo. Que não se insinue com minha secretária ou colega para descobrir se tenho uma amante. Que com ela eu também possa ter momentos de fraqueza, de ternura, me desarmar, me desnudar de alma, sem medo de ser criticado ou censurado: que ela seja minha parceira, não minha dependente nem meu juiz. Que cuide um pouco de mim como minha parceira, mas não como se eu fosse um filho desastrado e ela a mãe onipotente; que não me transforme em filho. E que, se erro, falho, esqueço, me distancio, me fecho demais ou a machuco consciente ou inconscientemente, ela saiba me chamar de volta com aquela ternura que só nela eu descobri e desejei que não se perdesse nunca, mas me contagiasse e me tornasse mais feliz, menos solitário e muito mais humano.Essa brincadeira séria me valeu protestos de algumas mulheres, aplausos de outras e abraços de muitos de meus amigos homens. Alguém (um homem) me escreveu dizendo que suspeitava de que o texto tivesse sido escrito pelo meu "maridão". Respondi ao e-mail com outro informando que só se fosse em sessão espírita, pois há muitos anos eu já enviuvara pela segunda vez. E se eu dissesse que o pai de meus filhos, ilustre gramático e lingüista, jamais escrevera uma linha de meus tantos livros, essa pessoa não acreditaria também. De modo que, sim, eu acho que não somos santas nem temos obrigação de ser, mas bem que aqui e ali valeria a pena parar, olhar, escutar; dentro de si, e ao lado, onde está aquele com quem afinal partilhamos a vida. Temos escutado o que ele diz ou o que nos diz seu silêncio? Temos ainda lembrado de agradar, elogiar, sorrir, fazer carinho ou estamos demais ocupadas botando Botox na cara e passando horas na academia com medo de que o tempo nos devore o que sobrou da nossa alma? Ainda pensamos nele, nas suas necessidades, emoções, desejo, frustrações, medo e fraquezas, como quando éramos namorados - ou estamos demais distraídas com as amigas, o bingo, o carteado, a butique, o mais recente mexerico sobre artistas de televisão ou sobre a vizinha? Não sei. Receio que responder seja tão duro quanto perguntar. Não acho que a gente deva ser boazinha, gueixa submissa ou serviçal ressentida, menininha de voz fina gingando em saltos altíssimos pela casa ou arrastando-se às 4 da tarde de robe e pantufas com cara de cachorro (vi numa vitrine umas com orelhas!).Importante seria não deixar que a poeira da banalidade abafasse o que havia entre a gente de encantamento e magia, ainda que o namorado agora seja um marido mais barrigudo, e menos cabeludo, de óculos, que chega em casa cansado demais pra reparar no quanto estamos bonitas ou exaustas demais. O bom seria que continuássemos amantes, sendo também amigos. Pois amor é amizade com sensualidade: se não gosto do outro com seus defeitos e qualidades, manias e até pequenas loucuras, como foi que o escolhi para viver comigo numa casa, na mesma mesa, cama e talvez todo o tempo de minha existência? Acho que, sim, somos demasiadas vezes chatas, cobradoras, secas, lamurientas, infantis e de um egoísmo retumbante. Embora gostemos de nos apresentar como incompreendidas ou maltratadas, merecedoras de todas as compensações imagináveis, é bom ponderar que a mulher-vítima e a mãe-mártir inspiram culpa e aflição e perturbam toda uma família. Melhor ser natural. Melhor ser generosa com limites, sem se deixar explorar; melhor ser bem-humorada, porque alegria é muitas vezes a última esperança de um velho amor. Melhor ainda, melhor mesmo, é abraçar, fazer aquele carinho, olhar fundo no olho, e dizer alguma palavra antiga, esquecida nas correrias cotidianas. O coração se renova com a mesma fagulha que, há dois anos ou 20 ou até mais, fazia cada encontro uma emoção, e a gente sentia que ali, sim, estava o que mais queríamos na vida. Resta saber o que fizemos com aquela relação e como temos afinal lidado com esse homem que foi o objeto máximo de nosso desejo e sonho.O mea-culpa feminino Eu implico - "Toda mulher é meio cricri, quer sempre as coisas do jeito dela, embora os homens também não ajudem. No começo, quase transformei nossa vida num inferno. Meu marido é superbagunceiro, eu arrumava, ele desarrumava, eu brigava. Com o tempo, vi que, se fosse implicar com tudo, viveríamos em guerra. Então relaxei um pouco. De tanto ser infernizado, ele também melhorou. Encontramos um ponto de equilíbrio... mas que desequilibra até hoje nos meus cinco dias mensais de TPM. Fico insuportável, invoco com tudo. Mas ele acaba dando risada, porque sabe que é uma fúria passageira." Renata de Paiva, 32 anos, advogada, casada há quatro anos com Ricardo de Paiva, 46 anos, engenheiro Eu fico emburrada - "Quando eu fico mal e digo que não tenho nada, meu marido sai do sério. Rogério sempre argumenta que é melhor eu falar, que conversando a gente se entende. Mas mulher tem mania de querer que o homem adivinhe seus sentimentos. Recentemente levei a maior dura. Ele pegou um projeto profissional grande e passava a noite em frente ao micro. Achei que ser trocada pelo computador era demais. Toda hora o chamava para me ajudar, inventando desculpas para ficarmos juntos. Até que ele estourou: 'Estou precisando de um tempo para mim, será que dá para respeitar?' Foi um chacoalhão absolutamente merecido. Parei na mesma hora." Jovelina Nascimento Martins Salcedo, 32 anos, supervisora de vendas, casada há nove anos com Rogério Salcedo, 32 anos, bancário. Eu falo demais - "Admito que extrapolo! Às vezes ele quer dormir e eu estou lá, puxando assunto. Se percebo que cochilou, cutuco: 'Você não vai me deixar falando com as paredes, vai?' Outro problema: faço um inventário de todas as nossas brigas anteriores cada vez que iniciamos uma nova discussão. Sou de Escorpião, sabe? Não perdôo facilmente. Fico remoendo as coisas e, quando o sangue ferve, coloco tudo para fora. Meu marido ouve quieto, mas percebo que se ressente. Por causa disso, nosso casamento quase acabou há dois anos. Hoje faço um esforço danado para pensar antes de falar. Não é nada fácil." Sandra Alves de Souza, 45 anos, casada com Antonio Zani, 50 anos, representante comercial.

sexta-feira, 6 de abril de 2007

PENSAMENTO


As pessoas tendem a colocar palavras onde faltam idéias. (Goethe)

segunda-feira, 26 de março de 2007

FASE EXPERIMENTAL


Esta é uma fase experimental deste Blog, onde estamos escrevendo sobre vários assuntos...


Queremos fazer um espaço sadio e inteligente, para discutir os mais diversos assuntos... sabendo entretanto, que o principal será a POLÍTICA iguaçuense/paranaense...


Por exemplo, acho importante discutir, comentar ou mesmo criticar os 'discursos' proferidos pelos edis iguaçuenses na Câmara Municipal... cheios de "pérolas"....


Tenho alguns prontos, pois temos alguns vereadores que realmente merecem comentários...


Aguardem as postagens.... abraços...


domingo, 11 de março de 2007

REGIÃO METROPOLITANA DE CASCAVEL


O Governador ROBERTO REQUIÃO está propenso a nomear a candidata não-eleita à Deputada Estadual INÊS DE PAULA do Partido Verde, para comandar a Região Metropolitana de Cascavel, que ainda não está criada oficialmente, com o objetivo de coordenar as ações de interesse regional, visando o bem comum e respeitando a autonomia municipal.

O partido tem o respeito do atual governador, e domonstra sua força política.


Os filiados do PV sempre mostraram sua determinação nas causas ecológicas, na militância e no compromisso sério com o desenvolvimento sustentável e responsável.

OS 12 VALORES DOS VERDES

A Ecologia
A preservação do meio ambiente, o desenvolvimento sustentável, a reciclagem e a recuperação ambiental permanente.

A Cidadania
O respeito aos direitos humanos, o pluralismo, a transparência, o pleno acesso à informação e a mobilização pela transformação pacífica da sociedade.
foto: Câmara dos Deputados

A Democracia
O exercício da democracia representativa, através do processo eleitoral e da existência de um poder público eficiente e profissionalizado, combinado com mecanismos participativos e de democracia direta, sobretudo em âmbito local, através de formas de organização da sociedade civil e conselhos paritários com o poder público.

A Justiça Social
Condições mínimas de sobrevivência com dignidade para todas as pessoas. Direitos e oportunidades iguais para todos. O poder público como regulador do mercado protegendo os mais fracos e necessitados, garantindo o acesso a terra e promovendo a redistribuição da renda através de mecanismos tributários e investimento público.

A Liberdade
A liberdade de expressão política, criação artística, expressão cultural e informação; o direito à privacidade; o livre arbítrio em relação ao próprio corpo; a autonomia e a iniciativa privada, no âmbito econômico.

O Poder Local
O fortalecimento cada vez maior do poder local, das competências municipais e das formas de organização e participação da comunidade. Para transformar globalmente é preciso agir localmente.

A Espiritualidade
A transformação interior das pessoas para a melhoria do planeta. Reconhecimento da pluralidade de caminhos na busca da transcendência através de práticas espirituais e de meditação ao livre arbítrio de cada um.

O Pacifismo
O desarmamento planetário e local, a busca da paz e o compromisso com a não violência e a defesa da vida.

O Multiculturalismo
A diversidade, a troca e a integração cultural, étnica e social para uma sociedade democrática e existencialmente rica. Preservação do Patrimônio Cultural. Contra todas as formas de preconceito e discriminação racial, cultural, etária ou de orientação sexual.

O Internacionalismo
A solidariedade planetária e a fraternidade internacionalista diante das tendências destrutivas do chauvinismo, etnocentrismo, xenofobia, integrismo religioso, racismo e do neofascismo a serem enfrentados em escala planetária, assim como as agressões ambientais de efeito global.

A Cidadania Feminina
A questão masculino/feminino deve ser entendida de forma democrática, avançando no sentido de se conceber uma profunda interação entre os dois pólos, nos diversos setores da sociedade, visando a uma real adequação às necessidades circunstanciais. Homem e mulher devem buscar, como integrantes do sistema social, mudanças e transformações internas que venham a se traduzir numa prática de caráter fundamentalmente cooperativo. Maior poder, maior participação e maior afirmação da mulher e dos valores e sensibilidade feminina, além do combate a todas as formas de discriminação machista ou sexista, por uma comunidade mais harmônica e pacífica.

O Saber
O investimento no conhecimento como única forma de sair da indigência, do subdesenvolvimento e da marginalização para uma sociedade mais informada e preparada para o novo século. Erradicação do analfabetismo, educação permanente e a reciclagem de conhecimentos durante toda a vida. Prioridade ao ensino básico, garantia de escola pública, gratuita e de qualidade para todos.

Começa a nascer em Foz um forte grupo, com idéias, propostas, princípios e projetos sérios para a cidade. Se todas as conversas encaminhadas seguirem o caminho da harmonia, até o fim da próxima semana de março, o PV de Foz recebe a adesão de novos filiados, para somar juntamente com IRINEU RIBEIRO e FREITAS, na luta democrática e ambiental.


MANIFESTO DO PARTIDO VERDE


O Partido Verde foi lançado, em janeiro de 1986, no Teatro Clara Nunes, no Rio de Janeiro.


O Partido Verde (PV) se forma para lutar pela liberdade, paz e ecologia, pelos direitos civis, pela autonomia, autogestão e formas alternativas de vida. Surge a reflexão sobre questões que dizem respeito à vida de todos. Nunca na sua história a humanidade esteve tão ameaçada: os riscos de proliferação nuclear, a corrida armamentista, a devastação cada vez maior da natureza, os repetidos desastres ecológicos, a fome, o desperdício, as desigualdades sociais, a violência crescente nos grandes centros urbanos. Tudo isso configura uma verdadeira crise de civilização e faz com que cada cidadão consciente se preocupe com o futuro. Em diversos países, os adeptos da ecologia política se organizam em partidos para levar sua mensagem. Com o inegável avanço político registrado no país nos últimos anos, amadurecem as condições para a criação de um Partido Verde no Brasil.


O Partido Verde se define como um movimento de cidadãos e não de políticos profissionais ou homens de aparelho. Considera que o povo brasileiro está descontente com a chamada "classe política" e almeja um tipo de representação e ação mais eficiente, desinteressada e moderna. O povo brasileiro está cansado de uma elite fisiológica, que vê na política não uma forma de representação das aspirações dos cidadãos, mas uma carreira profissional, um caminho de enriquecimento e poder individual.


O Partido Verde não pretende o monopólio de nenhuma dessas bandeiras que defende; sabe que em torno de cada uma delas encontrará aliados em outros partidos e na sociedade em geral. Considera, no entanto, que a sua formação e atuação será uma contribuição nessa luta. O Partido Verde pretende ser um canal de expressão das novas idéias que surgiram, nos últimos anos, na sociedade brasileira. Ele pretende contribuir para a formação de um grande movimento ecológico, pacifista e alternativo, capaz de influenciar os destinos da nação brasileira, neste limiar do século XXI. Participar do debate e da solução dos problemas crônicos que, há séculos, afligem a nossa sociedade e, também, dos novos problemas que começam a se colocar e que irão, fatalmente, provocar profundas mudanças, como é o caso da informática e da robótica. Dependendo de como essas questões sejam encaminhadas, elas poderão trazer mais liberdade e autonomia ou mais repressão, alienação e desemprego no futuro dos brasileiros.


O Partido Verde, no Brasil, tem ainda outras responsabilidades. É parte integrante de um bloco social e político que trava a luta mais ampla contra a opressão, a desigualdade, a fome, a miséria, a prepotência das elites, a corrupção, o atraso cultural e outros resquícios do autoritarismo. Estará engajado, junto com todas as outras forças políticas e sociais do bloco popular, na luta pela Reforma Agrária (... ) por melhores condições de vida e trabalho, pela consolidação e exercício pleno das liberdades democráticas e dos direitos humanos no Brasil (... ).


O Partido Verde não vê a política apenas no seu plano institucional, ao nível do parlamento, dos ministérios, secretarias, palácios e gabinetes; se preocupa com a política do cotidiano. Neste sentido, estará ao lado de todas as entidades, organizações populares e movimentos que almejam transformar a vida das pessoas fazendo-a mais livre e digna. Estará ao lado das mulheres, dos negros, das chamadas minorias, de todos os grupos vítimas da opressão generalizada ou específica. Defenderá uma sociedade cada vez mais descentralizada, em todos os níveis, onde nenhum grupo, econômico, político ou cultural possa impor sua hegemonia ou a dos seus interesses, sobre os demais. Onde nenhum interesse econômico ou político possa continuar devastando a natureza, poluindo o meio ambiente e ameaçando a vida para servir sua sede de lucro e poder.


Acreditamos que, dificilmente, existirá outra nação onde a potencialidade da causa ecológica seja tão grande. Também, dificilmente, existirá outra nação onde a urgência desta luta seja tamanha. O Brasil é um dos países do mundo com mais natureza a defender e, simultaneamente, um dos países onde ela está sendo mais rapidamente devastada pela voracidade dos modelos econômicos predatórios, do capitalismo selvagem, pelo descaso e inoperância do Estado e pelo ainda baixo nível de consciência dos cidadãos. Acreditamos que este quadro pode ser modificado e que, apesar de tudo, as condições para tanto nunca estiveram tão favoráveis quanto agora. Por isso, o Partido Verde surge como uma alternativa política, para os que acreditam na possibilidade de uma vida digna e de uma nova sociedade.


Janeiro de 1986.

VEREADOR QUER SABER ONDE ESTÁ DINHEIRO DE ILUMINAÇÃO PÚBLICA DE FOZ


O vereador VALENTIN GUSTAVO DA SILVA (PRP), solicitou à Prefeitura de Foz uma cópia do extrato da conta corrente onde estão depositados os valores cobrados da contribuição da Iluminação Pública. VALENTIN quer saber onde está sendo gasto, ou onde estão sendo colocados os recursos que a Prefeitura alega que está sobrando.

Enquanto isso, escuridão nas ruas da cidade.

Recentemente o Tribunal de Contas do Estado negou a transferência destes recursos para a área da saúde, como pretendia o alcaide, uma vez que estes valores se destinam para a manutenção da iluminação pública. VALENTIM quer saber onde estão os mais de R$ 2 milhões, já que a cidade reclama da completa escuridão.

“Quando passamos pelas ruas da cidade, está evidente a falta de iluminação. Um exemplo grande é a Avenida Costa e Silva, uma das principais entradas de Foz, que está, em muitos trechos, na escuridão”, disse Valentin.

O vereador disse saber da importância do Hospital Municipal, porém questionou a obra que não fica pronta. “Tudo o que é economizado em Foz, o Poder Executivo diz que é para gastar no hospital. Até a questão da falta de uma maior equipe para limpar a cidade que sofre com matagal, mas a prefeitura coloca como desculpa os gastos com o hospital, que ainda não está pronto, mesmo com os recursos do Município, do Estado e do Governo Federal. Queremos analisar esta situação”, afirmou o vereador.
foto: Câmara Municipal de Foz do Iguaçu

PARA EXECUTAR MUTUÁRIO, CEF DEVE DISCRIMINAR DÉBITO COM CLAREZA


O demonstrativo de débito deve discriminar com precisão as parcelas que compõem a execução. Com esse entendimento, a Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a anulação do processo que a Caixa Econômica Federal (CEF) move contra um mutuário que alegou ter recebido a cobrança sem especificação das parcelas da dívida. O acórdão considerou impreciso e insuficiente o documento elaborado pela CEF, pois não dava ao devedor a certeza do valor da condenação. A instituição financeira alega que apresentou o demonstrativo da dívida e dele constava a evolução do débito com clareza.


Segundo o ministro Aldir Passarinho Junior, o entendimento do STJ é que a execução deve vir acompanhada do demonstrativo do débito atualizado, conforme o artigo 614 do Código de Processo Civil. Além disso, a argumentação da CEF esbarra na Súmula 7 do Tribunal, pois não é permitida ao STJ a análise de provas.


Por outro lado, a Segunda Seção compreende que, na hipótese de faltarem documentos para comprovação exata da dívida, cabe às instâncias ordinárias dar a oportunidade àquele que promoveu o processo de acrescentar os registros que faltam. Diante disso, o ministro conheceu em parte do recurso e deu provimento para anular o processo a partir do acórdão, determinando ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região que conceda à CEF a oportunidade de adicionar os demonstrativos ao processo.

Autora: Tatiara Lima (STJ)

FOZ É UMA SELVA...

foto: Aline T.

"Não se surpreendam se começarem a aparecer placas de PROIBIDO CAÇAR, no mato que toma conta da avenida Carlos Gomes. Seria mais uma vergonha para nosso prefeito “economista."


De um leitor da coluna Lingua di Trapo - o direito ao contraditório, de Hélio Eduardo Lucas, em 10 de março de 2007 (www.linguaditrapo.com).



ADVOGADOS DOMINAM A REDE


Um levantamento realizado a partir de dados do site Registro.br, que concentra os registros de domínios da internet brasileira, mostra que a categoria dos advogados lidera a lista de registros de profissionais liberais.
Os domínios de primeiro nível (DPNs) - abreviatura de três letras da categoria de que o domínio faz parte - "adv.br" são 7.429, ou 24,58% dos 30.225 registros de profissionais liberais para sites e e-mails do lado brasileiro da rede.
Os dados do site controlado pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil - composto por membros do governo, do setor empresarial, do terceiro setor e da comunidade acadêmica - são atualizados diariamente.
fonte: Jornal Valor Econômico - março 2007