sexta-feira, 6 de março de 2009



Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto)
"O mundo vai acabar sendo dominado pelos idiotas,
pela simples razão de que eles são em maior número".

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

PENSAMENTO


"O caminho da verdade é único e simples; o da falsidade, vário e infinito."

(Padre Antônio Vieira)

domingo, 10 de agosto de 2008

NILO NETO

o homem é verso, submerso no estrago.
e o trago, eu levo no canto escondidodo abrigo.
nada está perdido.
subversão.
o amor é diversão.
entrada secreta do labirinto.
nem tudo eu sinto.
escreva você.
me basta esquecer.

engabelado por Nilo Neto dia 27.7.08

domingo, 24 de fevereiro de 2008

COMUNICADO

A empresa TECHAGAÚ ADMINISTRAÇÃO DE IMÓVEIS LTDA., administradora dos cemitérios públicos do município de Foz do Iguaçu, comunica a todos os cidadãos iguaçuenses que é a única empresa legalmente responsável pela administração, cobrança e recebimento das taxas, manutenção, venda e controle dos sepultamentos no município de Foz do Iguaçu.

Está sendo orquestrada uma tentativa insólita de se apoderar ilegalmente deste serviço público, através de uma licitação feita às escuras pelo governo local, onde não se proporcionou a devida publicidade dos atos, e, portanto, está sendo questionada na Justiça.

A forma arbitrária e ilegal que a Prefeitura está conduzindo o processo levou a que somente uma empresa participasse do certame, não proporcionando a outros interessados a possibilidade de concorrer. Como se trata de uma concorrência pública, não se pode admitir que outros interessados não participem.

Ainda, a única empresa que se apresentou ao certame, possui mais de 100 (cem) protestos, nas cidades de Guarapuava (PR) e Curitiba (PR), sendo que alguns destes foram efetivados no dia 24 de janeiro de 2008, ou seja, 06 (seis) dias antes da concorrência. Também, sabe-se que possui pedidos de falência, e o proprietário da empresa já foi preso pelo crime de fraude em licitação.

Mesmo ciente de todos estes percalços o Prefeito de Foz do Iguaçu homologou o certame licitatório.

Entretanto, não se pode considerar válida uma licitação feita sem os requisitos legais, baseada num edital que contém vícios e falhas, e, que está em análise perante o Tribunal de Justiça e Tribunal de Contas do Paraná.

Os cidadãos iguaçuenses ficam cientes através deste comunicado, e, podem ficar tranqüilos de que o serviço público prestado a mais de 20 (vinte) anos pela empresa TECHAGAÚ não será prejudicado nem tampouco paralisado, continuando os cemitérios a serem administrados e mantidos pela empresa, até ordem emanada de Juízo competente decidir o futuro do edital de licitação nº 012/2007.

Neste sentido serve o presente comunicado para prevenir responsabilidade, prover a conservação e ressalva de direitos, de modo formal, a todos os cidadãos iguaçuenses.


TECHAGAÚ Administração de Imóveis Ltda.
Álvaro de Albuquerque Neto - advogado

sexta-feira, 6 de julho de 2007




OUÇA diariamente às 07:00 horas, o programa CIDADE ABERTA
com AIRTON JOSÉ

ANTIMANICOMIAL









Uma homenagem ao meu querido e 'louco' amigo NILO NETO.








Vermes





Não há palavra, ato ou vontade


Que comova o verme


O verme não se engaja em nada


Está sempre em sua sanha desenfreada


Pelo podre, morto, perverso


Mal vê, ao seu lado


Outros vermesIgualmente solitários


Numa multidão de vermes


Devorando tudo à qualquer preço


Até que não sobre nada


Além de ossos


E fim


Sem saudades


De sua jornada





Charles Bukowski





sexta-feira, 4 de maio de 2007

STANISLAW PONTE PRETA



Stanislaw Ponte Preta (Sérgio Porto)
"O mundo vai acabar sendo dominado pelos idiotas,
pela simples razão de que eles são em maior número".

CHARGE - Você acredita nessa turma....



Adorei a charge... muito inteligente...

Não sei de quem é, mas tá lá no site do Língua.... www.linguaditrapo.com



Parabéns! Diz tudo....

ARNALDO JABOR


Carta a um Meritíssimo Juiz

Arnaldo Jabor,

1º de maio de 2007


Sr. Juiz, ainda não sei se a Câmara dos Deputados vai me processar, como anunciou em plenário o presidente Arlindo Chinaglia.


Mas, caso V. Exa. surja à minha frente de capa negra e cenho severo, quero que saiba exatamente do que me acusam, pois, nas palavras dos deputados e de seu presidente, eu teria insinuado que 'os deputados são todos canalhas'. Portanto, peço a V. Exa. que leia a íntegra de meu comentário na CBN, do dia 24 de abril de 2007:


'Amigos ouvintes,

Eu costumo colecionar absurdos nacionais que ouço, vejo ou leio nos jornais para fazer meus comentários aqui na CBN. Muito bem. Há dias em que não sei por onde começar. Há tantas vagabundagens neste país que só mesmo sorteando um assunto.

Eu sorteei um que saiu no jornal O Estado de S. Paulo e acho que foi um peixe grande.


O amigo ouvinte já deu a volta ao mundo? Não sei se sabe que são 44 mil quilômetros. Pois bem...


Todos sabemos que nossos queridos deputados têm o direito de receber de volta o dinheiro gasto em gasolina, seja indo para seus redutos eleitorais, ou para o motel com sua amante ou seu amante. Pois bem, a Câmara, ou melhor, você e eu, meu amigo, nós pagamos esse custo, desde que eles levem notas fiscais para comprovar o gasto de gasosa. Muito bem, de novo. Vai prestando atenção.

Nos primeiros dois meses da atual legislatura, os deputados, em dois meses apenas, pediram o reembolso de 11 milhões e 200 mil reais, pagos com a verba da Câmara.

Os repórteres do Estadão Guilherme Scarance e Silvia Amorim fizeram as contas e concluíram que entre fevereiro e março, com dinheiro público, os deputados teriam gasto um milhão de litros de gasolina. Ou seja, essa quantidade de gasolina daria para dar a volta ao mundo 255 vezes.

São 255 vezes 44.000 quilômetros , que dá a distância de 11.200.000 quilômetros .

E aí é que vem a resultante espantosa: A distância da Terra à Lua é de 384 mil quilômetros, ou seja, senhores, senhoras ouvintes, daria para fazer a viagem de ida e volta à Lua 15 vezes.

Será que eu fiquei louco? Se algum matemático me ouve, verifique se estou errado. Mas acho que não. E o procurador-geral do Tribunal de Contas da União, sr. Lucas Furtado, denunciou-os dizendo que é uma 'forma secreta de dar aumento de salários que eles não têm como justificar'... Será que o sr. Arlindo Chinaglia não vê isso ou só pensa no bem do PT? E me digam, amigos, quando é que vão prender esses canalhas? Quando a PF vai encanar essa gente, com humilhação? Quando? Ah... desculpe... eles têm imunidades e também foro privilegiado... É isso aí... amigos, otários como eu...'


Esse foi o meu 'crime', Sr.Juiz. Irrefletidamente, escrevi 'os deputados', talvez parecendo uma generalização; mas é óbvio que me referia aos autores da falsificação de notas fiscais das viagens interplanetárias e não a todos os parlamentares, principalmente porque há alguns que respeito profundamente - talvez não mais que uns 17, já que ultimamente cresceu o número dos 300 picaretas referidos uma vez por nosso 'grande timoneiro'.


Além disso, Sr. Juiz, quero deixar claro que considero o Legislativo a maior conquista que nos legou o Império, há mais de 150 anos, fundamental instituição nestes tempos lulistas, bolivarianos e equatorianos, para impedir que parlamentares sejam caçados nas ruas como ratazanas grávidas, como acontece na Venezuela e no Equador. Sempre defendi o Legislativo, como aconteceu no episódio do petista Bruno Maranhão, milionário bolchevista que invadiu a Casa. Desafio meus denunciantes, Meritíssimo, a mostrar uma frase de meus comentários, em que expresse desejo de que o Legislativo seja enfraquecido. Em 1996, pediram minha cabeça ao saudoso Luis Eduardo Magalhães, quando falei que 'deputados do Centrão estavam sendo comprados como num ´shopping center´'. Quiseram capar-me, Meritíssimo.


Nove anos depois, vimos que eu não estava tão errado assim, com o advento épico do mensalão, das sanguessugas e dos 'dossiês', seguidos de esfuziantes absolvições de quase todos (os três últimos foram agora reeleitos e absolvidos pelo 'povo'). Mas, em todos meus uivos e ganidos, sempre ansiei pela pureza do Legislativo, contra os políticos que nele entram ou para fugir da polícia ou para viver num país paralelo, cheios de privilégios, sem pensar um minuto em nós, que eles deveriam representar.


Em meus devaneios românticos, sonho com Joaquim Nabuco, Tavares Bastos, Zacharias de Góes, Ruy Barbosa e, mais modernamente, em gente como San Thiago Dantas, Milton Campos, homens que, quando assomavam à tribuna, o vulto de Montesquieu brilhava no teto e invadia as galerias.


Meritíssimo Juiz, nesses anos de comentarista nunca tive o sádico prazer de emporcalhar o nome do Congresso, nem mesmo por falta de assunto.


Neste caso, quando denunciei, junto com o Estadão, essa fraude intergaláctica, esperava candidamente que as notas fiscais fossem conferidas e os ladrões punidos. Não imaginava que fossem processar o denunciante, como se fazia na antiguidade, matando-se o mensageiro de más notícias.

E mais, Meritíssimo, se um dia os nobres deputados apresentarem projetos de Lei para o bem dos brasileiros, condoídos com a miséria que nos rói, se um dia eu visse alegorias patrióticas, trêmulos oradores, polêmicas sagradas, gestos indignados pelo bem do Brasil, meus comentários virariam hinos de louvor, panegíricos à instituição.

Assim sendo, Meritíssimo, peço a V. Exa. que me absolva, com a mesma leniência concedida recentemente a grande brasileiros como Waldemar da Costa Neto, Paulo Rocha, José Janene, e tantos outros...
Agora, se V. Exa. se decidir por minha condenação, peço-lhe um único favor, humildemente: Condene-me a serviços comunitários, como faxineiro da Câmara dos Deputados, e garanto a V. Exa. que varrerei a sujeira dos tapetes verdes, lustrarei bronzes e mármores com o mesmo zelo e empenho que tenho tido, nos últimos 15 anos, usando apenas as vassouras da ironia e as farpas do escovão.


Atenciosamente,


Arnaldo Jabor.

terça-feira, 10 de abril de 2007

CIDADE ABERTA







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CIDADE ABERTA



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